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I see myself as a direct photography photographer, who refuses to employ digital manipulation. My working process settles mainly on direct and empirical research. There is therefore in my photographs a permanent process of interpreting reality, fictionalising it. I see my participation in the image, a direct participation, not as an illusion but as a way of giving it the appearance that echoes as association in my imaginary. I think that it is precisely that appearance of reality that I explore harder and harder in my images, mapping and documenting urban daily life as dwelling of objects and people, of staying and passing through, where historical and individual time meet. Since the 1997s, I have taken interest in portrait as an attempt of synthesizing stereotypes, and this I started to capture in black and white pictures. Lately, at the beginning of the last decade, |
More recently, in 2006, I had also conducted other experimentations, when in Asian cities I put together the series Daily Pilgrims. I had abandoned a little the stillness of the portrait and was looking for movement, a temptation to catch the flow of reality. I used processes that would correspond to our way of apprehending and evoking the world in imperfect glimpses defocusing, big close-ups, yet my aim was always the indeterminate quality of meaning that carries mystery along. In fact, since 1997, I am currently working in a project Uncanny Places that draws our look to the distinction between reality and appearance as heightened by their strangeness. A strangeness which can have several meanings and frameworks, awe, fear, memory, myth, fantasy, and which I try to recreate visually, proposing different watching and interpreting levels of reality and imagery.
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PT
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Considero-me um fotógrafo que recusa o uso da manipulação digital da imagem. O meu processo de trabalho assenta fundamentalmente em investigação directa e empírica. Há pois nas minhas fotografias um processo permanente de interpretar a realidade, ficcionando-a. Vejo a minha participação na imagem, não como uma ilusão mas como uma forma de lhe dar a aparência que ecoa como associação no meu imaginário. Acho que é precisamente essa aparência da realidade que exploro cada vez mais nas minhas imagens, cartografando e documentando o quotidiano urbano como lugar de objectos e de pessoas, de passagem e de permanência, de ligação entre um tempo histórico e um tempo individual. No início de noventa, do século passado, passei a interessar-me pelo retrato como tentativa de síntese de estereótipos, o que comecei a captar em fotografias a preto e branco. Já nos finais da década iniciei um projecto “Nós e os Outros”, que pretendia mostrar formas alternativas da sociedade de consumo massificado. O que era reforçado pela selecção final que surge como uma “galeria de heróis”. |
Já tinha ensaiado outras experimentações quando na Ásia juntei a Série “Daily Pilgrims”. Abandonara um pouco o estatismo do retrato e procurava o movimento – uma tentação de apanhar o fluxo da realidade. Usei processos que respondiam ao nosso modo de apreender e evocar o mundo em relances imperfeitos, (desfocagem, sobreposição incompleta de imagens no acto de fotografar, grandes planos de pormenor…), mas mantive sempre como objectivos a sedução das imagens e a indeterminação de significado que traz consigo o mistério. Actualmente estou a trabalhar numa nova série “Uncanny Places” que o ponto de partida é a distinção entre a realidade e aparência acentuada pela sua estranheza. Uma estranheza que pode ter uma pluralidade de significados e de matrizes, - espanto, medo, memória, mito, fantasia… - e que visualmente procuro criar, propondo diferentes níveis de observação e interpretação do real e do imaginário.
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VirgilioFerreira CV
VirgilioFerreira CV