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"Havana é também uma ideia de felicidade e de futuro e, em cada dia que passa, muito do que foi cidade morre em Havana e apenas fica, no rosto dos homens e das mulheres, essa memória do que poderia ter sido e ser, ainda, a cidade de muitas esperanças e muitas realidades. No Malecon desaguam as inúmeras ruas que mostram a cidade laboriosa ou política, a Havana dos cartazes turísticos cortada em fatias de permanente estratificação, os largos do regime ou da população, os mercados e os restauros, irmanados na função de postal de Cuba. |
Mas o Malecon continua imbatível no seu papel de igualização do povo, sujo ou diferente, correndo na ladainha das casas coloniais degradadas, abrigando famílias ou lixeiras, onde uma ninfa qualquer evoca, protegida pelo nome de Fidel, uma Vitória de Samotrácia oscilante , mas não absurda." Maria do Carmo Serén, Maio 2006 |

