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Daily Pilgrims

Em todas as grandes cidades do mundo encontramos estes indícios, estes sinais do tempo que vivemos – estes neons, estes entardeceres, esta agitação de corpos, de máscaras e de olhares. A cidade contemporânea faz-se fotograficamente abrindo ou mostrando as brechas da inquietação da sua disciplina.

As fotografias, que nos oferecem uma sugestão de realidade, são fragmentos imprecisos de totalidades ausentes; é o nosso olhar cultural que reconstitui o sentido do cenário, que lhe empresta ruído e significado num inequívoco consenso de memórias e desejos: um fotógrafo é predador, sabe utilizar as argúcias de um predador." (Full text download the PDF)
 

Uncanny  Places

" Que medo é este que, neste fim de milénio, se apodera do nosso sentir? O que é que perturba e confunde a nossa experiência e o nosso juízo? O que nos faz sentir ameaçados, intimidados, assustados? (Mário Perníola, “Enigmas”, 1990)

Vivemos uma cultura do enigma. E o enigma, que alimentou desde sempre a nossa relação com o mundo e os outros, nasce da consciência vaga mas intermitente, do  colapso do passado e do futuro. E isso dá-se quando o que foi antigo e o que poderá ser o futuro coincidem num presente desmesurado; passado e futuro, então, não só se assemelham, como se confundem; isso dá-se quando os homens mais se identificam a coisas, - a paisagens - e o mundo inorgânico, com a tecnologia electrónica substitui o homem na percepção dos fenómenos... " (Full text download the PDF)

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