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The Same River Twice

"The new body of work by Portuguese photographer, Virgílio Ferreira, entitled Being and Becoming. Couched in a symbolic, literary mode of photography, the series is a subjective and dreamy meditation on the lives and environments of several migrant workers from Portugal, who left their country of birth to start a new life in new lands, principally due to economic reasons."

"That certain something is indeed incredibly subtle and nuanced. Arriving in these quiet yet intense photographs, figures vie for prominence but are routinely blurred and shift in and out of focus amid expansive landscapes, while at other times their depiction gives way to shadows or simply teeters on the threshold of visibility altogether. Ferreira’s images appear fluid, unfixed and transitory, as are the subjects he portrays. They play with diffuse traces, obstructions and layers of dappled light to lock us in moments where elements of past and future coalesce with the present.."

"In a sense, the photographs seen in Being and Becoming are more like a collection of proverbs that speaks to certain universal truths. Something is happening here that heralds a unity of opposites, a flux doctrine that ultimately points to the way things are the same and not the same over time. Now is then: what came before comes after..."

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Duas Vezes no Mesmo Rio

"Este novo trabalho do fotógrafo português Virgílio Ferreira, intitulado Ser e Devir, alicerçado num método fotográfico simbólico e literário, é uma meditação de caráter subjetivo e imaterial sobre as vidas e ambientes de vários trabalhadores emigrantes portugueses que atravessam a Europa, tendo deixado o seu país natal para começar uma vida nova numa terra nova, principalmente por razões económicas"

"Estas fotografias, quietas mas intensas, mostram-nos indiscutivelmente figuras, mas que são sistematicamente diluídas, ora focadas, ora desfocadas, em fundos extensos, enquanto, outras vezes, a representação dá lugar a manchas ou se situa, simplesmente, no limite da visibilidade. As imagens de Ferreira apresentam-se fluidas, soltas e transitórias, tal como os sujeitos que retrata. Jogam com traços difusos, obstruções e camadas de luz recortada para nos encerrar em momentos em que elementos do passado e do futuro se amalgamam com o presente."

"Num certo sentido, as fotografias de Ser e Devir afiguram-se mais como uma coleção de provérbios dirigidos para certas verdades universais. Qualquer coisa está aqui a acontecer que anuncia uma união dos opostos, uma tese do fluxo universal que, no fundo, realça o quanto as coisas, no devir do tempo, são e não são o mesmo. O agora é o então: o que veio antes, vem depois."

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