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This project was developed in 2006 in some Asian cities: Bangkok, Macao, Hong Kong, Beijing, Shanghai and Tokyo. In all of them, territory and behaviour are changing fast. Cities seem to mirror our state of mind and reveal secrets that can be decoded when minute details are looked at: it is between the lines that I seek ambiguities and contradictions.

In an intuitive and random way, I walk by the streets and let myself be attracted by lights, colours, scenes, anonymous people that cross my way and whom I invite to pose. Portraits are made very quickly but, in a rigorous and selective approach, I look to relate person and background. I had abandoned a little the stillness of the portrait and was looking for movement, a temptation to catch the flow of reality.

 

I used processes that would correspond to our way of apprehending and evoking the world in imperfect glimpses defocusing, big close-ups, yet my aim was always the indeterminate quality of meaning that carries mystery along.

As focus and unfocus create tension, the unfocused faces turning into fleeting masks. This information deficit catches the eye of the observer and makes the portrayee stand out, also adding enigma; anonymity is always intriguing. The images without people contextualise and engage in dialogue with the portraits; they are emotional atmospheres and decoding games.

  PT 

Este Projecto foi desenvolvido em 2006 em algumas cidades asiáticas, Bangkok, Macau, Hong Kong, Pequim, Xangai e Tóquio. Em todas elas, território e comportamentos estão em acelerada alteração. As cidades parecem espelhar o nosso estado de alma, revelam segredos que podem ser descodificados quando o olhar valoriza mínimos detalhes: é entre linhas que procuro as ambiguidades e contradições.

De uma forma intuitiva e aleatória caminho pelas ruas, sou atraído por luzes, cores, cenários, pessoas anónimas que se cruzam comigo e que convido a posar. Os retratos são realizados muito rapidamente mas, de uma forma rigorosa e selectiva, procuro relacionar a pessoa com o fundo. Abandonara um pouco o estatismo do retrato e procurava o movimento – uma tentação de apanhar o fluxo da realidade.

 

Usei processos que respondiam ao nosso modo de apreender e evocar o mundo em relances imperfeitos, (desfocagem, grandes planos de pormenor…), mas mantive sempre como objectivos a sedução das imagens e a indeterminação de significado que traz consigo o mistério.

Como o foque e o desfoque criam tensão, os rostos desfocados transformam-se em máscaras fugidias; esse deficit de informação conquista a atenção do observador e atribui maior protagonismo, mas também enigma ao retratado, - o anonimato é sempre intrigante. As imagens sem gente contextualizam e criam diálogo com os retratos, são atmosferas emotivas, jogos de descodificação.

 

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