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Sinto que o olhar fotográfico é um olhar de descoberta e que, na tradução da imagem fixada, esse mundo que gostamos de imaginar apreensível, surge-nos envolvido em referências míticas por vezes mais do que milenárias. Porque, afinal, o mito é uma forma de explicar os nossos medos, alucinações, expectativas e desejos. |
As dualidades acarretam incertezas, é sobre elas que pretendo trabalhar: a vida e a morte, o claro e o escuro, o positivo e o negativo, momentos que podem ser tanto de plenitude como de conflito. Iniciei este projecto em 2007 e tenho vindo a desenvolvê-lo em algumas cidades na Europa e Estados Unidos. |

